Os projetos de Voluntariado Educativo desenvolvidos pelas escolas devem estar alinhados aos seus projetos pedagógicos, pois do contrário serão apenas trabalhos voluntários dissociados do contexto educativo.
O Voluntariado Educativo pode acontecer de três formas:
- Escola – comunidade
- Comunidade – Escola
- Escola – Escola
1. Escola – Comunidade
Alunos, professores, direção, coordenação e/ou funcionários identificam e trazem problemas vivenciados por eles, pelos pais ou por vizinhos, ou ainda situações-problema relativas ao seu entorno, ao seu ambiente. A partir desse diagnóstico, pode-se desenvolver um projeto de voluntariado educativo que contextualize conteúdos curriculares alinhando-os a ações ou projetos sociais que tenham por objetivo atenuar ou resolver os problemas identificados.
Tais projetos são muito relevantes, pois: atribuem novos significados aos conteúdos ao mesmo tempo em que viabilizam a vivência de valores; complementam os trabalhos de sala de aula; facilitam e enriquecem as possibilidades de trabalhos com temas transversais; permitem aos alunos o desenvolvimento de sua capacidade crítica e a buscar soluções construtivas, criativas e solidárias para diversas situações-problema.
2. Comunidade – Escola
A presença da comunidade na escola é muito bem-vinda desde que não substitua ou se confunda com as atividades dos funcionários da própria escola, e não prejudique as atividades escolares.
A presença de membros da comunidade atuando na escola precisa ser planejada, coordenada, além de perfeitamente vinculada à sua proposta político-pedagógica. Deve ter como objetivo principal, a melhoria da educação.
A escola deve avaliar suas necessidades, sejam elas pedagógicas ou de infra-estrutura, e definir como será a participação dos voluntários, os objetivos, as diretrizes e estratégias.
Os voluntários devem ser bem acolhidos, devem ter clareza do que se espera deles e devem ser motivados para a execução dos trabalhos. Estes aspectos são fundamentais para o sucesso e permanência das ações.
3. Escola – Escola
Num primeiro caso, são projetos realizados por integrantes de uma comunidade escolar voltados para ações e atividades dentro da própria escola, tais como: monitorias, reforço escolar, infra-estrutura entre outros. São chamados intra-escolares.
Nos chamados intra-escolares, os projetos são realizados entre duas ou mais instituições de ensino e podem ter os mesmos propósitos dos projetos intra-escolares.
Neste caso, os ganhos poderão ser muito significativos caso se estabeleçam parcerias que visem à formação de redes escolares.
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